São Paulo - O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, defendeu ontem, em São Paulo, a saída de Nelson Jobim da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao afirmar que, se fosse ele (Jobim), sairia do cargo em nome ‘‘da democracia e da imparciabilidade’’. O presidenciável criticou duramentente o presidente do TSE por ter se reunido com dirigentes do PMDB, durante a madrugada, para dar ‘‘conselhos’’ aos políticos. ‘‘Eu, no lugar dele, diante da situação revelada pela imprensa, pediria para sair’’, declarou.
Segundo Garotinho, Serra foi ajudado pelo ministro Jobim, que decidiu cassar a liminar impedindo a realização da convenção nacional do PMDB. O encontro aprovou o apoio do partido à chapa de Serra e da deputada federal Rita Camata (PMDB-ES) como vice. ‘‘Parece que a relação pessoal entre o ministro Nelson Jobim, José Serra e Fernando Henrique está tornando a eleição cada vez mais viciada. O ministro tem de ser menos partidário e mais imparcial, já que preside o tribunal que cuida das regras das eleições’’, afirmou.
Caso o ministro não deixe o TSE por vontade própria, Garotinho disse que vai procurar as lideranças do PT, do PPS, do PTB e do PDT para que, juntos, entrem na Justiça com um pedido de suspeição. ‘‘Ele não é advogado do PMDB, é presidente de TSE, e é preciso isenção daquele que vai conduzir as eleições no Brasil’’, afirmou.

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