Garotinho condiciona acordo a programa do PSB
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Agência Estado 
Belo Horizonte - O pré-candidato do PSB à presidência, Anthony Garotinho, disse ontem que as alianças partidárias só serão firmadas se os partidos apoiarem o programa econômico do PSB. O candidato informou que até mesmo uma conversa com o PFL será baseada nestes termos. Se o PFL estiver de acordo não tenho preconceito nenhum, assim como não terei com qualquer outro partido, desde que não se altere o principal do programa que é a retomada do crescimento econômico, afirma.
O candidato apontou, no entanto, que qualquer negociação junto a outros partidos, não será travada antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), com relação à verticalização das alianças também nos estados.
Entre as principais propostas do programa econômico defendido por Garotinho estão a elevação do salário mínimo atual, de R$ 200,00 para R$ 280,00 no primeiro ano de governo e R$ 400,00 até 2004 e a reforma tributária para desonerar a produção. Não haverá risco para um déficit maior da previdência social, uma vez que os paradigmas serão alterados e com a retomada do crescimento, haverá maior número de empregos e consequentemente maior volume de arrecadação pelo sistema previdenciário, garantiu.
Anthony Garotinho disse que tomou todas as providências para evitar que qualquer denúncia acabe prejudicando a sua candidatura à presidência, assim como ocorreu com a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PFL).


