Rio de Janeiro O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, definiu ontem seu adversário Ciro Gomes (PPS) como um ''desequilibrado''. ''Ele (Ciro) não tem equilíbrio para ser presidente do Brasil'', atacou Garotinho. Empatado tecnicamente na última pesquisa de intenção de voto do Datafolha com Ciro, o ex-governador carioca fez do candidato da Frente Trabalhista seu alvo preferencial em debate no jornal ''O Globo''.
Anteontem, no mesmo evento, Ciro ironizou o ex-governador ao dizer que ele não estava preparado para a Presidência por ser ainda ''muito garotinho''. ''Ele tem dois anos a mais do que eu (Ciro tem 44 anos). Quando ele foi candidato à Presidência há quatro anos, tinha 40. Se da outra vez foi uma brincadeira, saiu candidato sem ser para valer, o problema é dele. Eu não estou brincando'', afirmou Garotinho.
Não é só Ciro quem está preocupado em mirar ataques a Garotinho, na visão de integrantes da coordenação da campanha do PSB. ''Os ataques que vierem serão respondidos à altura'', disse um assessor de Garotinho. De acordo com a assessoria, nas últimas duas semanas equipes da campanha de José Serra (PSDB) estiveram em Campos onde Garotinho foi prefeito e no Rio em busca de material para ''dossiês'' contra o ex-governador.
Ontem, os programas nacionais de rádio do PSDB afirmaram que ''Garotinho só sabe criticar os outros, mas a segurança no Rio virou um caos em seu governo''.
No revide ao tucano, Garotinho chamou Serra de ''extraterreno''. ''Ele promete tudo o que o governo dele (o atual governo federal) não fez em oito anos''. O ex-governador carioca também dirigiu farpas ao adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de ''equivocado'' por ter substituído a política pelo marketing.
Garotinho voltou a afirmar que tem pesquisas confiáveis em que está empatado tecnicamente em segundo lugar com José Serra. Ele negou, novamente, a possibilidade de renunciar à candidatura para facilitar a vitória de Lula já no primeiro turno da eleição. ''Não faz parte dos meus planos abandonar a candidatura para apoiar ninguém. Até porque tenho certeza de que vamos para o segundo turno e vamos ganhar as eleições''.

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