Garotinho busca apoio no Paraná
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O pré-candidato à presidência da República pelo PMDB, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, se mostrou animado, ontem de manhã, com o resultado de suas conversas com correlegionários do partido, em Curitiba. Em reunião anteontem à noite com Roberto Requião, segundo ele, o governador declarou que iria liberar as bancadas estadual, federal e demais integrantes do partido na votação das prévias do PMDB, marcadas para 19 de março. Requião teria tomado essa decisão por não concordar com posições do outro pré-candidato do PMDB, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, que ''defende a política econômica do governo''.
''Eu não faria uma reunião no Paraná para contrariar meu amigo, o governador Roberto Requião'', afirmou Garotinho, ressaltando que vários convencionais do Estado já haviam declarado que votariam em seu nome. Ele também se mostrou satisfeito com novos apoios obtidos na reunião de ontem de manhã com integrantes do Diretório Municipal e peemedebistas da Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Luiz Cláudio Romanelli, entre os apoios recebidos estão os do ex-governador Paulo Pimentel, de vários prefeitos, deputados federais e da maioria da bancada estadual. ''Só o Pimentel disse que vai me dar cinco votos'', brincou o pré-candidato.
Garotinho também reafirmou sua convicção de que o PMDB decidirá pela candidatura própria e que a prévia não deve decidir por uma aliança com o partido do presidente Lula, como defende uma ala do partido. Nesse cenário, ele acredita que sairá vitorioso nas prévias por ter ''maior viabilidade eleitoral'' do que Rigotto. ''Pelo fato de já ter disputado, ter tido 15 milhões de votos, ser mais conhecido nacionalmente'', justificou. Para ele, essa é a única diferença entre os dois pré-candidatos, uma vez que ambos defendem o programa do PMDB.
O programa, segundo ele, é o mesmo que ele já defendeu, na sua campanha presidencial, em 2002. ''É um programa desenvolvimentista, voltado para reduzir juros, reduzir impostos, aumentar emprego, aumentar o crédito e, consequentemente, fazer o País crescer mais''.
Na última eleição presidencial Garotinho, então no PSB, teve 15 milhões de votos e ficou em terceiro lugar. Para as eleições deste ano, ele afirma que as chances são bem maiores. ''O PMDB é um partido mais forte, tem mais tempo na televisão'', disse o ex-governador, que citou o PSB e PDT como partidos com quem o PMDB pode fechar alianças com vistas à presidência.
Nos últimos dias o ex-governador intensificou suas viagens pelo país para tratar da sua pré-candidatura a presidente e defender a necessidade de o PMDB disputar a Presidência em 2006. Ontem à tarde ele ainda teria reuniões em Santa Catarina. Após o carnaval ele pretende visitar os quatro estados da região Norte, onde ainda não esteve: Roraima, Acre, Amazonas e Pará. Ele também não visitou, ''por uma questão de respeito'', o Rio Grande do Sul, terra de Rigotto.


