Garotinho apela para manutenção de agenda
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domingo, 07 de fevereiro de 1999
Gilse Guedes Agência Estado 
O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), fez um apelo, ontem, ao presidente Fernando Henrique Cardoso para voltar atrás e manter o encontro com a oposição que havia sido marcado para a próxima terça-feira, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Palácio Guanabara, sede da administração fluminense. Eu faço um apelo ao presidente Fernando Henrique para que o diálogo não seja interrompido, assinala.
Não fica bem para o País que o presidente, que deveria dar o exemplo do diálogo, feche a porta, disse ele em entrevista ao Jornal da Globo, da TV Globo, poucas horas depois de saber do cancelamento da audiência pelo presidente, que se irritou com o teor da Carta de Porto Alegre, aprovada ontem por governadores de oposição. Para Garotinho, a reunião de terça-feira está mantida. Não vou tomar conhecimento da decisão do presidente por meio de entrevistas, acrescentou.
Segundo o pedetista, a Carta de Porto Alegre, da qual foram signatários os sete governadores de oposição, não representa ofensa ao senhor Fernando Henrique. O presidente empenhou sua palavra no sentido de que deseja conversar conosco. De acordo com a nota, os governadores de oposição reunidos em Porto Alegre continuam acreditando que o melhor caminho para o País é o diálogo e o entendimento.
Em entrevista ao Jornal da Globo, Garotinho admitiu que a Carta de Porto Alegre poderia conter pontos mais radicais. Mas a oposição, segundo ele, optou por aprovar algo mais moderado. Poderia sair algo muito pior, afirmou. Para ele, a Carta de Porto Alegre representa apenas o desejo dos governadores e não uma ofensa ao presidente. Está havendo um grande equívoco, disse.
O pedetista acredita que a divulgação do documento foi feita com objetivo de deixar o presidente informado sobre as reivindicações dos Estados. Nós não vamos lá tomar café da manhã, vamos discutir o problema dos Estados, disse durante o jornal. Nossa intenção foi divulgar todos os pontos para que, se tivesse alguma proposta do governo, ela já fosse apresentada na terça-feira.


