O governador eleito do Rio, Anthony Garotinho (PDT), considerou o ajuste fiscal anunciado pelo governo ‘‘lamentável em todos os sentidos’’. ‘‘O governo está arrebentando a classe média, os empresários, arrebentando o povo brasileiro, arrebentando os funcionários, para beneficiar os banqueiros.’’ Ele disse que as medidas não terão o seu apoio.
O pedetista afirmou que Estados e municípios continuarão a perder recursos com a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal e que o aumento da CPMF vai punir a classe média e as empresas, que repassarão os custos para os preços. ‘‘Também foi terrível para os funcionários públicos esta história de aumentar a alíquota para quem ganha acima de R$ 1,2 mil’’, afirmou. ‘‘Dá a impressão de que é um grande salário, mas vai pegar a média do funcionalismo, com a alíquota de 20%.’’
Para o governador eleito, ‘‘o ajuste não toca naquilo que é fundamental. O déficit do governo existe porque o grosso do que ele arrecada usa para pagar juros’’, criticou. Garotinho também criticou o que chamou de ‘‘atitude inoportuna’’ do presidente Fernando Henrique Cardoso de negociar a reforma tributária ‘‘com os governadores e secretários de Fazenda que estão saindo’’. ‘‘A reforma tributária tem que ser negociada com os governadores e secretários de Fazenda que estão entrando.’’
O governador eleito disse ter propostas alternativas ao ajuste fiscal do governo, mas explicou ter se comprometido a só apresentá-las hoje, em conjunto com as dos outros cinco governadores de oposição eleitos. Os seis se reunirão em Brasília.

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