Garotinho afirma que ajuste é lamentável
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quarta-feira, 28 de outubro de 1998
Wilson Tosta Agência Estado 
O governador eleito do Rio, Anthony Garotinho (PDT), considerou o ajuste fiscal anunciado pelo governo lamentável em todos os sentidos. O governo está arrebentando a classe média, os empresários, arrebentando o povo brasileiro, arrebentando os funcionários, para beneficiar os banqueiros. Ele disse que as medidas não terão o seu apoio.
O pedetista afirmou que Estados e municípios continuarão a perder recursos com a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal e que o aumento da CPMF vai punir a classe média e as empresas, que repassarão os custos para os preços. Também foi terrível para os funcionários públicos esta história de aumentar a alíquota para quem ganha acima de R$ 1,2 mil, afirmou. Dá a impressão de que é um grande salário, mas vai pegar a média do funcionalismo, com a alíquota de 20%.
Para o governador eleito, o ajuste não toca naquilo que é fundamental. O déficit do governo existe porque o grosso do que ele arrecada usa para pagar juros, criticou. Garotinho também criticou o que chamou de atitude inoportuna do presidente Fernando Henrique Cardoso de negociar a reforma tributária com os governadores e secretários de Fazenda que estão saindo. A reforma tributária tem que ser negociada com os governadores e secretários de Fazenda que estão entrando.
O governador eleito disse ter propostas alternativas ao ajuste fiscal do governo, mas explicou ter se comprometido a só apresentá-las hoje, em conjunto com as dos outros cinco governadores de oposição eleitos. Os seis se reunirão em Brasília.


