Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), levantará os nomes de parentes de senadores e servidores que terão de ser demitidos em atendimento à súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo nos Três Poderes. Uma primeira avaliação aponta 10 senadores patrocinando a contratação de familiares na Casa.
Garibaldi se prontificou a dar o exemplo do que deve ser feito em respeito ao Supremo, ao anunciar ontem que vai exonerar seu sobrinho, Carlos Eduardo Alves. Já outros parentes, na maior parte das vezes, não são conhecidos e nem frequentam o Senado, o que estimula a suspeita de que são ''fantasmas''. Ou seja: eles se limitam a receber o dinheiro público sem trabalhar.
O caso mais notório de nepotismo no Senado é o do primeiro-secretário Efraim de Morais (PB-DEM), ''padrinho'' na contratação de seis sobrinhos. Efraim disse que vai demiti-los. Outro que terá que fazer uma reforma no quadro de funcionários é o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que emprega o filho, Leomar Júnior. Por ora, todos os senadores ''patrões'' de parentes prometem seguir a súmula do STF.
O senador Neuto de Conto (PMDB-SC) afirma que já demitiu dois de seus irmãos, Nilson e Júlio César de Conto, que ele contratara logo que assumiu a vaga de suplente. Também o senador Mão Santa (PMDB-PI) teve de dispensar a mulher Adalgisa, desde que ela se candidatou a prefeita de Parnaíba.
O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que seu cunhado Pedro Rocha, do Ministério da Agricultura, está lotado em seu gabinete. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) contrata um sobrinho-neto.
O mapeamento determinado por Garibaldi vai, ainda, mostrar verdadeiros clãs de parentes de servidores contratados em cargos comissionados do Senado.

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