Três funcionários do empresário Sebastião Buani confirmaram ontem que entregaram envelopes com dinheiro para o o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) em 2002, ano em que era primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. Os dois garçons e um maitre do restaurante Fiorella foram à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília para depor sobre o caso do suposto ''mensalinho''. O empresário Buani acusou Severino de cobrar propina para garantir o funcionamento por mais três anos do restaurante Fiorella, no décimo andar do anexo 4 da Câmara.
O garçom Helio Antônio da Silva disse que a filha de Buani, Giselle, chamava funcionários que trabalhavam havia mais tempo no restaurante ao final do expediente, entregava um pacote, dizia que continha dinheiro e orientava para que fosse entregue no gabinete da primeira-secretaria da Câmara.
Silva disse que foi três vezes ao gabinete e que entregou os recursos às secretárias de Severino. ''Vou repetir o que já falei: eu levei envelope contendo dinheiro, eu vi que tinha dinheiro'', afirmou José Ribamar da Silva, maitre do Fiorella. Rosenildo Francisco Soares, o outro garçom confirmou que levava levava dinheiro a Severino. ''Eu sabia que era dinheiro.'' (Folhapress)

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