Garcia mostra fita com críticas à CPI
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quinta-feira, 17 de maio de 2001
De Curitiba 
O deputado Tony Garcia (PPB) abriu a sessão da CPI da Telefonia de ontem alimentando a animosidade entre o Palácio Iguaçu e a Assembléia Legislativa. Pela segunda vez, Garcia apresentou uma fita cassete com críticas do Palácio Iguaçu aos integrantes da CPI, irritando os deputados. Desta vez, o ataque partiu diretamente do governador Jaime Lerner (PFL). Anteontem em entrevista ao programa de rádio do deputado Luiz Carlos Martins (PSL), Lerner disse que ninguém aguenta mais esse circo, referindo-se à comissão. Todos aqueles que, quando eram governo abusavam do poder hoje querem ser os vestais, os santos, atacou o governador. O Palácio Iguaçu sustenta que não faz escutas ilegais. Eu abomino a prática nojenta de invadir a privacidade alheia.
Lerner também criticou o espaço que a imprensa tem dado para assuntos considerados negativos pelo governo do Estado. Ele acredita que há um clima inquisitorial e que não há espaço para assuntos positivos, como inauguração de obras.
Tony Garcia revidou. Não gostou da CPI ter sido tachada de circo. Não somos palhaços. O deputado desqualificou a Comissão Especial de Investigações montada pelo governo para oficialmente investigar denúncias de grampos em prédios públicos. Essa comissão é o verdadeiro circo. É absurda porque nem terminou as apurações e já inocentou todo mundo, disparou o pepebista. Nereu Moura (PMDB), emendou: A atitude sensata do governador seria apoiar nossa CPI para que a população confiasse em seu trabalho.
Ficam me acusando de não ter conta bancária, mas eu desafio o governador a abrir a sua conta e da sua família, afirmou Garcia. Eu libero as contas da minha família inteira, completou.
Na terça-feira, Garcia abriu a sessão reproduzindo uma entrevista do secretário da Comunicação Social, Rafael Greca, atacando a CPI. O secretário disse que o governador não tem paciência para ouvir deputados ao vivo, muito menos gravados. A declaração gerou uma crise na base aliada e despertou revolta na Assembléia. Greca alegou que exerceu seu direito de expressão.(M.D.)


