O ex-assessor da Casa Civil e ex-prefeito de Realeza, Eduardo André Gaievski (PT), foi condenado a uma pena de 18 anos e um mês de prisão por dois crimes de estupro e de responsabilidade quando era chefe do Executivo. A sentença foi publicada anteontem.
Ex-assessor da atual senadora e candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), Gaievski responde a outras 16 ações semelhantes. Ele é suspeito de usar o cargo de prefeito para a prática de pedofilia. Ele estava detido preventivamente na Penitenciária de Francisco Beltrão, mas, segundo o advogado Natalício Farias, que defende oito supostas vítimas, com a condenação, a prisão passa para cumprimento de pena.
De acordo com o advogado, os fatos que culminaram na primeira condenação ocorreram em 2010. Gaievski teria utilizado um veículo oficial para praticar sexo com uma garota de 14 anos à época. Inicialmente, a pena era de 31 anos, mas houve retração devido às ocorrências concomitantes. Se condenado em todas as ações, ele pode pegar de 250 a 300 anos de prisão, afirma o advogado.
Samir Mattar Assad, que defende Gaievski, diz não ter sido notificado ainda, mas afirma que a sentença é nula porque a ação principal, depois desmembrada em dez processos, está suspensa por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele afirma que seu cliente é um perseguido político vítima de uma "trama diabólica".

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