Gaeco retoma depoimentos sobre suposto suborno
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domingo, 29 de abril de 2012
Luciano Augusto <br> <br> Reportagem Local 
O dia deve ser de movimentação intensa na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Londrina, órgão que investiga suposto esquema de compra de votos de vereadores por membros da administração e pessoas ligadas ao prefeito Barbosa Neto (PDT).
O delegado Alan Flore pretende tomar diversos depoimentos entre hoje e quarta-feira, entre eles o de Silvana Bonato, assessora do vereador Eloir Valença (PHS) e cunhada do empresário Ludovico Bonato, empresário preso em flagrante na última terça-feira junto com o ex-secretário de governo e atual coordenador da campanha eleitoral do PDT no Município, Marco Cito.
Além de Silvana, o próprio Eloir terá de prestar esclarecimentos hoje ao delegado, na condição de testemunha. Seus colegas de Legislativo, Marcelo Belinati (PP), Joel Garcia (PP), Roberto Kanashiro (PSDB), Roberto Fú (PDT) e Sebastião dos Metalúrgicos (PDT) também terão de dar seus testemunhos.
Cito e Ludovico permaneceram presos preventivamente na Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL-2) durante o final de semana e receberam a visita de familiares e de advogados. O defensor de Cito, João Gomes dos Santos Filho, já entrou com pedido de habeas corpus em favor de seu cliente no Tribunal de Justiça mas a decisão não havia sido emanada até o final da tarde de ontem.
Os dois foram presos em flagrante pelo Gaeco na última terça-feira enquanto supostamente tentavam subornar o vereador Amauri Cardoso (PSDB). Eles teriam oferecido R$ 80 mil para Cardoso votar contra a abertura de Comissão Processante contra o prefeito, o que acabou ocorrendo na última quinta-feira. Agora, Barbosa Neto será investigado pela Câmara por suspeita de ter usado dinheiro público para pagar uma empresa de vigilância que prestava serviço à rádio dele.


