Curitiba - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou novas prisões ontem de manhã dentro da Operação Ectoplasma 2. Eles são investigados por irregularidades cometidas na Casa, como a contratação de funcionários fantasmas. Foram presos o ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa (AL) José Ary Nassif e o diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Monteiro, e outras sete pessoas. Nassif tinha sido libertado na última quinta-feira e foi preso ontem novamente. O procurador de Justiça, Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco, disse à FOLHA que o número de prisões poderia passar de 15. Até o fechamento desta edição, 13 pessoas ainda eram procuradas. Muitas delas podem não ter sido encontradas porque a informação da operação já tinha vazado na sexta-feira em vários blogs.
Já estavam detidos o ex-diretor-geral da AL Abib Miguel e o ex-diretor de pessoal Claudio Marques. Apesar do pedido de habeas corpus, Bibinho ainda continua preso e, segundo o seu advogado Alessandro Silvério, não tinha chances de ser libertado ontem.
Além das prisões, o Gaeco realizou ontem mandados de busca e apreensão de documentos como provas das irregularidades. Parte deles foi cumprida dentro da Assembleia Legislativa. O Ministério Público (MP) chegou a pedir um caminhão para poder levar todo o material. O diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Monteiro, foi levado à Assembleia para ajudar os promotores e policiais.
José Ary Nassif teria sido encaminhado para o Gaeco, em Curitiba. Ele deveria ser transferido para o Quartel General da Polícia Militar em Curitiba, onde já ficou preso e foi libertado por um habeas corpus. Neste mesmo local, também está Abib Miguel, que voltou para a cadeia por volta de 1h30 da madrugada de sexta-feira depois de ficar cinco horas em liberdade.
Na última sexta-feira, o MP pediu o afastamento do atual diretor de pessoal da Assembleia, Antônio Carlos Gulbino, que foi nomeado depois que começaram os escândalos. Ele teria ajudado a montar o mandado de segurança do Sindicato dos Servidores da Assembleia que restringia o acesso dos promotores a dados financeiros dos funcionários do Legislativo do Estado. O mandado foi concedido pelo Tribunal de Justiça.
Primeira etapa
No dia 24 de abril já tinha ocorrido a operação Ectoplasma 1 deflagrada pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco. Na ocasião, foram presas dez pessoas: os ex-diretores Abib Miguel (Diretoria Geral), José Ary Nassiff (Diretoria Financeira), Cláudio Marques da Silva (Diretoria de Pessoal), João Leal de Matos e pessoas ligadas a ele, Iara Rosane da Silva Matos (esposa), Jermina Maria Leal da Silva (irmã), Nair Terezinha da Silva Schibicheski (cunhada), Priscila da Silva Matos (filha), Vanilda Leal (sobrinha) e Maria José da Silva (sogra).

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