Luiz Abi Antoun no prédio do Gaeco, em Londrina: motorista foi preso por suspeita de intermediar transporte de valores
Luiz Abi Antoun no prédio do Gaeco, em Londrina: motorista foi preso por suspeita de intermediar transporte de valores | Foto: Ricardo Chicarelli

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu mandado de prisão temporária contra um motorista e “faz-tudo” de Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa (PSDB), em novo desdobramento da Operação Quadro Negro. Ele foi detido na manhã desta sexta-feira (29), em Curitiba.

Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na casa do motorista, suspeito de atuar como intermediário dos operadores financeiros do esquema. Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela 9ª Vara Criminal da capital, a pedido do Ministério Público do Paraná.

Segundo o coordenador do Gaeco no Paraná, Leonir Batisti, a suspeita é que o motorista fazia o transporte de valores entre os envolvidos nos desvios de recursos públicos, que chegariam a R$ 20 milhões.

Ainda de acordo com Batisti, a prisão temporária se fez necessária para a investigação num momento em que o Gaeco ouve novas testemunhas. A busca e apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos também objetivam comprovar evidências da atuação do motorista a pedido dos envolvidos.

A reportagem busca identificar a defesa do motorista.

Dinheiro das escolas

Deflagrada pelo Gaeco, a Operação Quadro Negro investiga um esquema de desvios de dinheiro público que seriam destinados para a construção, ampliação e reformas de escolas estaduais no Paraná. Entretanto, apesar de pagos, os serviços não eram entregues.

Além de Beto e Abi Antoun, também são acusados no processo Ezequias Moreira Rodrigues, Jorge Atherino, Maurício Fanini e Eduardo Lopes de Souza. Eles respondem pelas práticas dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, prorrogação indevida de contrato de licitação e lavagem de dinheiro.

Na terça-feira retrasada (19), Beto, Ezequias Moreira e Jorge Atherino foram presos no âmbito da operação. Já Abi Antoun permanece no Líbano, para onde viajou e, segundo dua defesa, não consegue retornar por conta de problemas de saúde.

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