Curitiba - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou ontem, em Rio Branco do Sul e Itaperuçu (região metropolitana de Curitiba), uma operação contra fraudes no transporte escolar dos dois municípios. A equipe cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e os proprietários de duas empresas envolvidas no esquema foram presos. Eles são acusados de beneficiar apadrinhados de políticos da região ao subcontratar os serviços que deveriam realizar nos municípios.
Louri Manoel da Silva e Wagner Luis da Silva, pai e filho, são proprietários da Nenetur Transportes Ltda. e Ntur Transportes Ltda. Segundo o promotor Ivan Barbosa Mendes, de Rio Branco do Sul, as duas empresas na realidade funcionavam como uma só. ''Há indícios de que elas concorreram em licitações como se fossem concorrentes, mas são uma única empresa, com sede única e até funcionários compartilhados.''
A investigação aponta que as duas empresas venceram as licitações do transporte escolar nas duas cidades, mas não tinham condições de realizar o serviço. ''Elas precisariam de 120 ônibus, mas só tinham 13.'' Os empresários, então, subcontratavam pessoas ligadas a políticos da região para fazer o trabalho. ''Era uma terceirização sem qualquer critério.''
Segundo o promotor, a prática de subcontratação é ilegal. Os envolvidos também podem responder por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção. Mendes adianta que o esquema pode ter o envolvimento de membros dos governos municipais e vereadores das duas cidades.

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