Gaeco investiga segundo caso de 'fantasma'
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está investigando o segundo caso de suposta assessora ''fantasma'' na atual composição da Câmara de Vereadores de Londrina. Depois do vereador - atualmente afastado - Rodrigo Gouvêa (PRP), quem é alvo de denúncia semelhante, dessa vez, é o ex-líder do prefeito Barbosa Neto (PDT) na Casa, Joel Garcia. O pedetista estava afastado do posto pela Justiça, por conta de uma das três ações igressadas pelo Ministério Público (MP) em dezembro, mas retornou à vaga semana passada graças a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). A denúncia referente à ex-assessora Angélica Alves foi protocolada no Ministério Público (MP), ano passado, pela enfermeira Regina Amâncio, conforme a qual a comissionada, contratada entre os meses de maio e junho, receberia do Legislativo sem dar expediente.
De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Esteves, nove pessoas já compareceram para prestar depoimento - a suposta fantasma, afirmou, preferiu se manter em silêncio. Os demais eram ou assessores de Joel, ou de outros vereadores.
Indagado sobre o teor dos depoimentos no que se refere às atividades que seriam ou não desempenhadas por Angélica, Esteves resumiu: ''Quem não é assessor do vereador, não a via dando expediente. Quem é assessor, a via direto'', comentou o promotor, que preferiu não apontar se há, ou não, indícios de irregularidades. ''Dependemos ainda de outros depoimentos - como o do próprio vereador Joel Garcia, que estamos procurando para intimar a depor.''
Uma das assessoras de Joel que prestaram depoimento anteontem à tarde, em um grupo de cinco funcionários (mais a ex-assessora), Gian Carla Gracioso Bento, saiu do Gaeco presa em flagrante sob a acusação de falso testemunho. O delegado que assinou o flagrante, Alan Flore, disse apenas que ela prestou informações que seriam falsas ou contraditórias ao que vinha sendo investigado no Gaeco, em outro depoimento prestado. Gian Carla foi encaminhada ao 3º Distrito Policial (DP), perto das 21 horas, e liberada ontem, por volta de 1h30, graças ao alvará de soltura expedido pela juíza de plantão, Adriana Fernandes e Silva, da 3 Vara Criminal.
Conforme a FOLHA apurou, entre as contradições que teriam sido apresentadas por Gian Carla, anteontem, havia a informação de que a ex-assessora de Joel teria comparecido a diversas audiências públicas, pelo gabinete do parlamentar, no debate do Plano Plurianual (PPA) - as quais tiveram início a partir de 9 de julho do ano passado. No entanto, Angélica fora exonerada por Joel no primeiro dia daquele mês. Outra informação prestada por Gian Carla, e logo posta em xeque, foi a de que Angélica trabalharia em conjunto com outro assessor de gabinete do pedetista - comissionado que, no entanto, teria assumido justamente a vaga deixada pela exoneração dela.
A FOLHA tentou contato ontem com os advogados de Gian Carla, o ex-procurador da Câmara, Maurício Emmanoel, e de Joel, Adauto Tomaszewski, mas eles não foram localizados. O vereador estava com o celular desligado e não retornou o contato.


