Um vídeo descoberto em um dos computadores apreendidos pela operação Antissepsia - deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em maio deste ano - aponta indícios de corrupção entre agentes públicos em Cambé. Ontem o Gaeco realizou apreensões na Fundação Cultural do município. Entre os itens apreendidos estão dois computadores e documentos. O chefe do Departamento de Eventos da Fundação Cultural, José Horácio, compareceu à sede do Gaeco para prestar esclarecimentos e deixou o local ainda pela manhã. O computador que contém o vídeo pertencia a um dos funcionários do Instituto Atlântico - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que prestava serviços na área da Saúde em Londrina, e foi alvo de investigação por um suposto esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina a agentes municipais.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, confirma a existência do vídeo que supostamente mostra um agente público da prefeitura de Cambé recebendo uma quantia em dinheiro de um empresário local. No entanto o delegado não deu mais detalhes acerca do conteúdo do material, nem dos novos rumos que o procedimento deve seguir. ''Há uma investigação. Ainda não podemos comentar sobre o assunto'', declarou.
O prefeito de Cambé, João Pavinato (PSDB) estava cumprindo agenda em Curitiba e deve retornar hoje à cidade. O secretário de Governo, Luiz Cesar Lazari, afirmou que o departamento jurídico do município vai entrar em contato com o Gaeco para obter mais informações. ''Ainda não temos todos os dados. Confiamos na nossa equipe. A ordem sempre foi de que tudo seja feito dentro da lei'', afirmou.
José Horácio negou que tenha tido participação em qualquer esquema de corrupção ou pagamento de propina. ''As contas estão todas regulares'', afirmou. Ele declarou que vai continuar exercendo as suas funções normalmente. ''Tenho 27 anos de casa e nunca tive problemas. Vou continuar fazendo o meu trabalho, como sempre. Estou a disposição de qualquer pessoa'', afirmou.

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