Gaeco denuncia seis por formação de quadrilha
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina denunciou hoje (14) seis pessoas pela acusação de formação de quadrilha no oferecimento de propina para vereadores, a fim de votar a favor de projetos de interesse da prefeitura e contra a abertura de Comissão Processante (CP) para investigar o prefeito Barbosa Neto.
Entre os citados está o presidente da Sercomtel, Roberto Coutinho Mendes. Ele é apontado pelo Ministério Público como o responsável por angariar parte do montante dos valores em dinheiro que seriam destinados ao pagamento de propina aos vereadores que viessem a aderir aos propósitos da quadrilha.
De acordo com dados do MP, Coutinho providenciou um saque de R$ 5 mil em espécie para o pagamento de propina ao vereador Amauri Cardoso (PSDB), autor da denúncia. O valor foi retirado de conta bancária em nome do presidente da Sercomtel em uma agência do banco Santander localizada dentro da companhia telefônica.
O dinheiro foi entregue ao diretor de participações da Sercomtel, Alysson Tobias de Carvalho, que foi até a prefeitura de Londrina e repassou o valor ao ex-secretário de Governo, Marco Cito. Na ação, o MP fala que Coutinho "disponibilizou a estrutura e o poder inerentes à Sercomtel para que fossem usufruídos pelos integrantes da quadrilha para o desenvolvimento das atividades criminosas".
Além de Coutinho, também foram denunciados o vereador Eloir Valença (PHS), o ex-secretário de Governo Marco Cito, o servidor Antonio Rogério Lopes Ortega, o diretor da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho e o empresário Ludovico Bonatto, responsável pela entrega do dinheiro.
Cito, Ortega e Bonatto continuam presos na PEL II, em Londrina. Valença foi solto, mas perdeu o direito de exercer as funções de vereador e Carvalho deixou a prisão ontem, após habeas corpus concecido pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná no último sábado.
Com informações do Portal Bonde.


