Curitiba - Os seis policiais militares (PMs) que trabalhavam na unidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Londrina foram obrigados a se apresentar ontem às suas lotações de origem, saindo das suas atividades no órgão. A retirada dos policiais militares pegou de surpresa o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, que um dia antes havia reforçado um acordo com o governo do Estado no qual, para não prejudicar as investigações em andamento, os policiais militares e civis emprestados para o Gaeco não sairiam dos seus postos atuais.
''Já falei com o secretário de Segurança Pública (Reinaldo de Almeida César Sobrinho) por duas vezes e ele ficou de verificar o problema, embora estivesse em viagem'', afirmou Batisti. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) não se manifestou sobre o caso de Londrina, alegando justamente que o secretário da Pasta estava em viagem. ''O que nós sabemos é que a ordem para retirá-los do Gaeco foi do comando da PM local, o que seria uma descumprimento do que foi determinado pela Sesp. Mas imagino que tenha sido um equívoco. De qualquer forma, esperamos que a situação seja resolvida'', ponderou Batisti.
Procurado, o capitão Ricardo Eguedis, assessor de comunicação do 5º Batalhão da PM, informou à Reportagem que a única ordem recebida pelo comando-geral da PM no Estado determinava a apresentação dos PMs aos seus locais de origem. ''Houve sim a convocação, porque cumprimos a ordem do comando-geral da PM. Havendo uma nova ordem, para que os PMs retornem ao Gaeco, nós cumpriremos também'', afirmou ele.
Batisti acrescentou que também houve um problema semelhante em Guarapuava, onde os escrivães que atuam no Gaeco teriam sido retirados por determinação da Corregedoria da Polícia Civil. O problema também foi levado por Batisti à Sesp.

mockup