Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Alvorada do Sul
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terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Guilherme Marconi Reportagem Local 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, cumpriu nesta terça-feira (18), três mandados de busca e apreensão em Alvorada do Sul (região metropolitana de Londrina).
Os promotores também cumpriram medidas cautelares contra o secretário municipal da Saúde, um procurador jurídico do Município e dois membros da comissão de licitações (todos afastados de seus cargos), além de um servidor responsável pela farmácia municipal e um empresário. As medidas cautelares são de afastamento das funções, imposição de fiança e proibição de contato entre os investigados e de ingresso no prédio da Prefeitura.
Segundo o coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Jorge Barreto da Costa, com a análise dos documentos apreendidos na Operação Perímetro no mês de setembro foi possível encontrar outros ilícitos que motivaram os mandados. O principal foi a participação dos envolvidos em fraudes à licitação da iluminação pública em Alvorada do Sul que estava orçada em R$ 500 mil. "Quando nos debruçamos sobre o material apreendido constatamos a participação ativa destes agentes no direcionamento do certame".
O inquérito ainda está em aberto. O MP deve oferecer denúncia contra os agentes públicos pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação, falsidade documental. Eles podem responder também por peculato e corrupção.
HISTÓRICO
As fraudes começaram em 2014 e o esquema movimentou mais de R$ 2,5 milhões no período. A promotoria apurou que o empresário Antônio Carlos Pagini Correia tinha várias empresas, algumas em nome dele e outras em nome de laranjas, e várias delas participavam das licitações. As empresas, do setor de produtos hospitalares, ficam em Bela Vista do Paraíso e em Alvorada do Sul e os integrantes da organização criminosa conduziam as licitações beneficiando-se de um decreto municipal que só permite a participação nas concorrências de empresas cujas sedes estejam em um raio de até 50 quilômetros de Alvorada do Sul.
Além da compra de produtos hospitalares, o MP identificou a participação na compra de aparelhos de ar-condicionado. A defesa de Antonio Correia não foi localizada pela reportagem. A Prefeitura de Alvorada do Sul informou que vai aguardar o desfecho da investigação para depois se manifestar.
(Atualizado às 18h15)


