O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu o inquérito que indiciou o vereador Joel Garcia (PMN), e seu então advogado Alexandre de Aquino Bastos, pelo crime de extorsão. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Allan Henrique Flore, todas as diligências foram finalizadas e o inquérito deve ser encaminhado já nesta segunda-feira para o Ministério Público.
A denúncia partiu do prefeito Barbosa Neto (PDT), que foi pessoalmente ao Gaeco pedir que fossem abertas as investigações. De acordo com Barbosa o advogado Alexandre teria pedido formalmente ao prefeito para que fosse nomeado presidente da Sercomtel, além de um cargo na administração municipal para a sua ex-esposa. Ainda, segundo relatos, o advogado teria oferecido como ''moeda de troca'' uma trégua por parte do verador Joel Garcia, opositor declarado da atual administração.
Barbosa teria gravado toda esta ação, sendo esta a prova principal que levou ao indiciamento dos envolvidos no caso.
Durante as investigações Alexandre Bastos foi hospitalizado. Batos permaneceu internado quase todo o período em que as denuncias estavam sendo apuradas, e por esse motivo não foi ouvido pelo Gaeco.
O advogado de Bastos, Jeferson Dias dos Santos, informou que assim que o inquérito chegar à vara criminal deve entrar com um requerimento incidental para ter acesso a algumas provas. ''Nós não pudemos averiguar com propriedade o contúdo das gravações que estavam no inquérito. Por esse motivo vamos utilizar desse recurso, afim de termos um embasamento maior para elborar a defesa'', informou Santos.
Joel Garcia disse que vai aguardar quais serão os novos rumos, para poder dar os próximos passos. ''Vou entrar em contato com o meu advogado para saber melhor quais atitudes iremos tomar. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos'', concluiu o vereador.

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