Gaeco conclui inquérito do 'mensalinho'
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terça-feira, 01 de setembro de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Após ouvir um rápido depoimento do ex-vereador Orlando Bonilha, que apenas ratificou todos os depoimentos prestados anteriormente ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o delegado Alan Flore, que responde pelo órgão, concluiu ontem o inquérito policial que investiga o suposto pagamento do mensalinho pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) a ex-vereadores do município.
Três pessoas foram indiciadas: o próprio Bonilha, responsável pelas primeiras denúncias que levaram à abertura do inquérito, e o ex-vereador Renato Araújo, por corrupção passiva; e o diretor da TCGL, Gildalmo Mendonça, por corrupção ativa. Outros nove vereadores que exerceram mandato na gestão passada foram acusados por Bonilha, mas não estão indiciados no inquérito. De acordo com Flore, as informações levantadas pelas investigações do Gaeco atestaram indícios de que apenas Bonilha, Araújo e Mendonça estavam envolvidas no pagamento do mensalinho, o que justifica a ausência dos outros nomes na lista.
Com o encerramento da investigação, o delegado vai relatar o inquérito e encaminhar ao Ministério Público (MP), que deve oferecer denúncia criminal contra os indiciados.
Após prestar depoimento, Bonilha deixou rapidamente a sede do Gaeco sem falar com a imprensa. O advogado que defende o ex-vereador, Ronaldo Neves, comentou que o indiciamento de Bonilha não foi surpresa. Ele se colocou como réu confesso, esclareceu.
Sobre o não indiciamento dos nove vereadores citados por Bonilha, o advogado afirmou que não entraria no mérito da questão por não ter tido acesso às informações levantadas pelo Gaeco. O trabalho de investigar é do Ministério Público, e não do Bonilha, disse.
Neves esclareceu ainda que Bonilha continua impedido de participar de pleitos eleitorais e que a defesa está trabalhando para reverter a cassação do ex-vereador durante a gestão passada do legislativo municipal.
Aguardando o advogado no carro, com os vidros fechados, após ter prestado depoimento, Bonilha não quis falar com a imprensa. Questionado pela reportagem da FOLHA se tem intenção de voltar a disputar eleições, ele afirmou que não tem projetos políticos.


