O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) finalizou na última sexta-feira o inquérito da segunda fase da operação Publicano e identificou 140 novos crimes praticados na Receita Estadual, além daqueles que já estão detalhados na ação penal que tramita na 3ª Vara Criminal de Londrina, referentes à primeira fase da investigação. Foram encontrados indícios do envolvimento de 112 pessoas, entre auditores fiscais, empresários, contadores e advogados.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, afirma que ficou comprovado que o esquema ilegal na delegacia da Receita em Londrina "vem de longa data". Os crimes imputados aos suspeitos são corrupção tributária ativa e passiva, além de formação de organização criminosa. Flore antecipou que a investigação continuará.
Existem suspeitas que de parte dos recursos obtidos com o esquema teria abastecido a campanha política de 2014 do governador Beto Richa (PSDB), principalmente por meio da articulação do empresário e parente distante do tucano, Luiz Abi Antoun, também indiciado. O PSDB nega. Abi mantém silêncio desde que foi preso e seus advogados não comentam as acusações.
A confissão de empresários, confirmando o pagamento de propina para evitar a fiscalização da Receita, foi determinante para o resultado final do inquérito.
A segunda fase da Publicano apurou indícios de que funcionários do alto escalão da Receita no Paraná participariam dos crimes.
Encaminhado à Justiça, o inquérito ficará à disposição dos promotores do Gaeco, que deverão apresentar a segunda denúncia criminal desde que o esquema de corrupção na Receita foi revelado, em março.

-Ao todo, 59 pessoas tiveram a prisão decretada, 53 foram presas, mas 50 já estão em liberdade

- O ex-coordenador do órgão José Valêncio chegou a ser preso


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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