Gaeco aguarda manifestação de Canziani
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Preso na noite da última segunda-feira de posse de R$ 23 mil, o ex-assessor parlamentar do deputado federal Barbosa Neto (PDT), Luciano Ribeiro Lopes, garantiu que o dinheiro - investigado ainda pelo Gaeco se pago como suborno ou como extorsão - não só lhe teria sido entregue em mãos pelo deputado Alex Canziani (PTB), como ainda o teria sido feito após insistência do petebista. Outra situação relatada por Lopes, após o flagrante registrado pelo Gaeco e pela Polícia Federal (PF), foi o fato de ter sido procurado pelo advogado de Canziani e da coligação ''Tá na hora de mudar Londrina'', de Barbosa, Maurício Carneiro, na madrugada de segunda para terça-feira quando ainda estava na carceragem do 2º Distrito Policial (DP). Carneiro teria orientado o ex-assessor a permanecer calado ''e não prestar qualquer depoimento''.
As declarações constam do depoimento de mais de cinco horas prestado anteontem pelo ex-assessor ao coordenador do Gaeco, promotor Cláudio Estees e ao delegado que preside o inquérito, Alan Flore. A FOLHA teve acesso ao interrogatório complementar, no qual Lopes explicou que o dinheiro recebido na residência de Canziani teriam sido não fruto de extorsão, conforme a denúncia de Barbosa que subsidiou a prisão em flagrante, mas pagamento ora como forma de consultoria a Canziani, dentro da campanha pedetista pela Prefeitura, ora como forma de reverter eventuais danos eleitorais trazidos pelas denúncias recentes que o ex-assessor apresentou contra Barbosa, na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Durante todo o interrogatório, Lopes salienta que os contatos entre ele e Barbosa seriam sempre intermediados por Canziani. Em nota distribuída à imprensa anteontem, o petebista afirma que estaria tentando intermediar eventual ''reconciliação'' entre Barbosa e o prefeiturável Luiz Carlos Hauly (PSDB), que nega relação com Lopes.
Ontem, o Gaeco emitiu ofício para Canziani marcar data, horário e local de depoimento. Entretanto, nem ele nem o assessor e o advogado citados no depoimento foram localizados - tampouco pela reportagem da FOLHA. A assessoria do parlamentar informara desde a manhã que ele se pronunciaria no final da tarde - o que não ocorreu porque ele estaria em viagem a Guarapuava.


