São Paulo - O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou ontem que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, em 2006, foi "uma operação coerente com o Plano de Negócios da Companhia". "Reafirmo que a aquisição da Refinaria de Pasadena em 2006 foi uma operação coerente com o Plano de Negócios da Companhia, em vigor desde 1997, com orientações estratégicas para um mercado brasileiro de combustíveis, que não crescia desde aquele ano, mas tinha perspectivas de aumentar a produção do seu petróleo Marlim", disse Gabrielli, em nota.
O engenheiro Agosthilde Mônaco de Carvalho, novo delator da Lava Jato, declarou à força-tarefa do Ministério Público Federal que o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró lhe disse que a compra de Pasadena poderia "honrar compromissos políticos" de Gabrielli. Agosthilde foi assistente de Cerveró na área Internacional. "De acordo com as informações fornecidas por Nestor Cerveró, este negócio atenderia ao interesse de Gabrielli em realizar o Revamp (Renovação do Parque de Refino) e ao interesse da área internacional em adquirir a Refinaria", declarou Mônaco.
Gabrielli rechaçou as declarações de Agosthilde. "As delações premiadas destes corruptos confessos não fazem acusações diretas a minha pessoa, sempre se referindo a ‘ouvir dizer’, ‘fulano comentou’, ‘sicrano disse’ e, portanto, acredito, as investigações vão concluir pela falsidade das ilações." (Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt/Agência Estado )

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