Gabinete de prefeito é alvo de tiro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de junho de 2005
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O gabinete do prefeito de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), Amauri Cézar Jonhsson (PPS), foi atingido por projéteis de espingarda calibre 12 na madrugada de ontem. Segundo Manoel Mendes, superintendente da Delegacia da cidade, uma janela, uma mesa, a porta de uma sala de reuniões, móveis e paredes foram danificados.
''O vigia da prefeitura relatou que por volta da 1h30 ouviu um disparo nas imediações. Ele foi até a frente do prédio e não viu ninguém. Também não visualizou nenhum estrago. Pela manhã, a secretária do prefeito chegou para trabalhar e percebeu os danos'', afirmou Mendes. A Polícia Civil irá investigar o caso.
Em março, Johnsson assumiu o cargo de prefeito no lugar de Pedro Portes de Barros (PP), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por compra de votos. Na cerimônia de posse do novo prefeito, pessoas que apoiavam Barros realizaram uma manifestação e a Polícia Militar interveio. Na confusão, várias pessoas ficaram feridas e uma foi presa por porte ilegal de arma de fogo.
Jonhsson foi o segundo colocado na eleição do ano passado - perdeu para Barros por uma diferença inferior a 200 votos. Na semana passada, um recurso do prefeito cassado foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ''Depois desta decisão, na sexta-feira fiz declarações de esclarecimento sobre a situação na rádio local. Hoje (ontem), ocorre isto'', afirmou Johnsson.
''A situação indica que este fato (os projéteis que atingiram o gabinete) teve motivação política. Mas não quero citar nomes, situações, nem acusar alguém que eventualmente não saiba perder'', comentou o prefeito. ''Tomei medidas de segurança, mas não tenho medo. Fico um pouco preocupado, mas não posso deixar que meu trabalho na prefeitura fique paralisado.''
Johnsson foi o quinto prefeito a assumir a Prefeitura de Rio Branco do Sul nos últimos três anos. Três prefeitos foram cassados. Pedro Portes de Barros não foi localizado pela reportagem da Folha para comentar o caso.


