Milton DoriaGabardo: ‘‘Gosto de Brasília’’Suplente também faz campanha. Quem garante é o primeiro suplente de Álvaro Dias (PSDB) ao Senado, Olivir Gabardo, 67 anos. Palavra de quem ficou na suplência três vezes em sua carreira política de mais de 35 anos, acabou assumindo as três e pode assumir a quarta. ‘‘A campanha de suplente não é com a mesma intensidade, mas é com o mesmo entusiasmo dos meus primeiros dias de atividade pública ’’, garante. Nos bastidores do meio político, os comentários são de que Gabardo deverá ser o titular da vaga, caso Álvaro e FHC sejam eleitos.
No mês passado, FHC divulgou carta ao ex-governador em que pedia a ‘‘valiosa colaboração de Álvaro em Brasília’’. Como Álvaro afirma que prefere o Executivo, a interpretação de diversos setores dentro do PSDB é de que ele deve assumir um ministério num possível segundo mandato do presidente.
Gabardo, porém, trabalha com discrição e prefere não fomentar polêmica. ‘‘Tanto num ministério como no Senado, o Álvaro não deixará de dar sua notável contribuição. Qualquer manifestação minha nesse momento seria apenas conjectura’’, despista. Mas deixa transparecer o desejo de retornar à vida pública. Atualmente ele é presidente do diretório estadual do PSDB. ‘‘Eu teria o maior prazer de voltar para dar a minha contribuição. Sempre gostei muito de Brasília’’.
Gabardo está fora de Brasília desde 1984, quando renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o Tribunal de Contas do Paraná. Ele teve quatro mandatos como deputado durante a ditadura. Chegou a Brasília em 1970 como deputado do MDB - foi o mais votado do partido com quase 60 mil votos.
‘‘Em 1970 veio a colheita’’, relata orgulhoso. Depois de três derrotas consecutivas, ele conseguiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. Depopis, foi corregedor, vice-presidente e presidente do TC. Em 1990, uma nova virada. Gabardo era candidato a vice na chapa de Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado, mas desistiu. Em 1991, assumiu a Ouvidoria Geral do Estado, onde ficou até 1994, quando foi secretário de Educação de Mário Pereira.
‘‘Todos esses US$ 300 milhões que o governo Lerner está gastando com a educação fomos nós quem conseguimos através de um financiamento com o Banco Mundial, mas não gastamos um tostão. Ficou tudo para ser aplicado por esse governo’’, relata.
Como suplente de senador, ele diz que algumas metas continuam valendo se comparadas às do período da ditadura militar. Não a redemocratização, mas, segundo ele, a redução das desiguldades sociais. ‘‘E isso continua valendo’’, garante. ‘‘Há uma árdua tarefa a ser desenvolvida para a melhoria das condições de vida da comunidade, via educação e saúde’’, prega. (P.Z.)

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