A partir de dezembro, os serviços hoje executados pelo Ciap em Londrina serão realizados por meio de contratos emergenciais com duração de seis meses - prazo em que será elaborado edital para contratos de longo prazo. De acordo com o secretário de Saúde, Agajan Der Bedrossian, os cinco serviços por ora em poder da oscip deverão ser repassados a mais de um prestador. ''Estamos inclusive sugerindo que a mão de obra do Ciap seja absorvida pois já conhece esses programas'', disse.
Conforme o secretário, também presidente do Conselho Municipal de Saúde, há uma comissão formada por integrantes do Executivo e por cinco membros do próprio conselho a qual é responsável pela elaboração e análise de critérios aos futuros contratados em regime emergencial. Além da absorção dos funcionários que estão tendo os contratos rescindidos, por exemplo, outro ponto que vai pesar, afirmou Agajan, é em relação a eventuais atrasos de salário. ''Estamos estabelecendo multas pesadíssimas em caso de atraso salarial para que qualquer chance dessa morra já no primeiro mês de contrato. Verificaremos também experiências anteriores da instituição interessada, além, é claro, da responsabilidade de assumirem os funcionários que já possuem essa experiência'', citou.
Agajan adiantou ainda que não apenas na contratação emergencial, como na que será licitada, a intenção do Executivo é distribuir os serviços hoje concentrados no Ciap para mais de um responsável. ''Com certeza, essa concentração contribuiu para a crise atual. Esperamos 'fatiar' o serviço, só não temos certeza ainda se isso vai se efetivar porque não sabemos se aparecerão instituições interessadas'', resumiu. (J.G.)

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