Futuro presidente da CMTU promete rigor
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Com a carreira profissional de 38 anos dedicada à iniciativa privada, o angolano naturalizado brasileiro Carlos Alberto Lopes Geirinhas, 59 anos, terá o primeiro desafio no poder público a partir de 1º de janeiro, quando assume a presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), na gestão do prefeito eleito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD).
Fundador e aposentado na Milênia Agrociências, seu foco será ''encantar'' os quase 260 servidores da companhia, porém, sem tolerar desonestidade e desídia. ''Vamos valorizar o mérito pessoal. Quem não trabalhar corretamente será colocado para a concorrência'', frisou. ''E meritocracia não é ''puxação de saco''. É ser honesto, pontual, colaborar, vestir a camisa da CMTU.''
Outro indício de uma administração rígida, que pode resultar em demissão, é a falta de honestidade. ''Sou uma pessoa fácil para o convívio no trabalho, mas tenho dificuldade de relevar, de dar uma segunda chance quando alguém descumpre o combinado, age com desonestidade'', descreveu-se. ''Meteu a mão, rua. Se soubermos de irregularidades vamos encaminhar o caso às autoridades competentes.''
Para encantar a equipe, Geirinhas pretende demonstrar que ''500 mil pessoas são clientes da CMTU''. ''E são essas pessoas que pagam os salários. Nossa obrigação é trabalhar corretamente.''
Foco de escândalos sucessivos nos últimos 12 anos, a companhia comanda o transporte, o trânsito, fiscalização de posturas e limpeza pública (coleta de lixo, varrição, capina), além de outros serviços. Neste ano, os problemas mais visíveis foram o cancelamento indevido de multas e demissões imotivadas de agentes de trânsito. ''Temos que permitir que os agentes, tão atacados, façam seu trabalho.''
A nova licitação para o recolhimento do lixo também será analisada pessoalmente por Geirinhas, que conhece sistemas de coleta e de operação de aterros de vários países e implantou programas para certificação ambiental na Milênia.
Quanto aos seus assessores diretos - diretores de Trânsito, Transporte, Operações e Administração e Finanças, Geirinhas disse que Kireeff lhe deu total liberdade para fazer as escolhas. ''Pertencer a partido político não é um impedimento para o cargo, mas queremos pessoas técnicas, capacitadas na função que irão assumir. Quero primeiro conhecer as pessoas que estão aqui.'' Ele também pretende reduzir o número de cargos em comissão na CMTU, que hoje soma aproximadamente 45.
Geirinhas é casado, tem dois filhos e veio para o Brasil em 1975, quando fugia da guerra civil em Angola. A intenção era trabalhar no ramo do café, ofício que exercia no seu país de origem, porém, chegou a Londrina apenas quatro dias antes da ''geada negra''. ''Então nosso desafio foi montar a fábrica da Milênia.''


