Futuro de vereador de Cambé depende da Justiça
A Câmara de Vereadores de Cambé (13 km a oeste de Londrina) está aguardando um pronunciamento oficial da Justiça Eleitoral para tomar qualquer decisão sobre alterar ou não uma das 11 vagas no Legislativo. No final do mês passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou inelegível o vereador Jefferson Marques da Silva (PTB) por abuso de poder econômico. Nas eleições de 1996, ele fez publicidade de sua candidatura em ônibus de sua empresa. O transporte coletivo é concessão pública. Silva não tem direito a recurso. A inelegibilidade vale por três anos a partir de outubro de 96. A denúncia de abuso de poder econômico contra Silva foi feita por Carlos Fernandes da Veiga (PT).
O presidente do diretório municipal do PSDB e suplente de vereador Erasmo de Paula Machado mandou ofício à Câmara pedindo esclarecimento sobre o futuro de Silva. O Legislativo remeteu o documento à Justiça, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Machado entende que a inelegibilidade resulta na cassação dos direitos políticos do vereador, que estaria impedido de continuar exercendo o cargo. O tucano diz que uma vez julgado inelegível, os votos dados a Silva não tem validade e isso mudaria o coeficiente eleitoral, resultando numa vaga para o PSDB. Ele espera ser contemplado.
Outro que entende que pode ser beneficiado é Armando Martins, primeiro suplente do PMDB. Na mudança do coeficiente eleitoral, ele interpreta que a vaga deve ser dos peemedebistas. O advogado dele, Francisco Lopes, também pediu informações à Justiça sobre o caso. E, se for preciso, ingressaremos com mandado de segurança para garantir o direito dele, afirmou Lopes.
Martins, que foi vereador de 92 a 96, disse que a população aguarda ansiosa por uma definição sobre o caso da Câmara. Nada como uma moralização de toda a situação política porque o povo tem a noção que em política tudo acontece como não deveria. Ele disse que, se for o beneficiado ficará muito satisfeito.
Além de Jefferson Silva, que foi declarado inelegível, outro vereador de Cambé Carlos Rasteiro (PMDB) está sendo alvo de investigação. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por crime eleitoral. A Justiça acatou, mas as audiências que ouviriam o vereador já foram adiadas duas vezes. (P.Z)





