Fundo de pensão está ameaçado
O principal trunfo do governo Lerner para enxugar os gastos com a folha de pagamento - o projeto que cria um fundo de pensão - enfrenta problemas operacionais. Idealizado pelo secretário especial de Assuntos da Previdência, Renato Folador, o projeto depende da liberação de R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para sair do papel.
O Estado já se comprometeu a dar como garantia (uma espécie de reserva técnica do projeto) bens públicos, o equivalente a R$ 1 bilhão. E tenta, além do BNDES, buscar recursos alternativos como a cobrança da dívida de R$ 250 milhões que o governo tem junto ao INSS referente a transferências de funcionários. O governo Lerner ameaça entrar até o final deste mês na Justiça para cobrar o débito.
Ao invés do Tesouro do Estado pagar as 54 mil aposentadorias, o plano de desoneração da folha prevê que o fundo de pensão assuma todas as responsabilidades com os inativos. De acordo com os dados apresentados pela pasta de Folador, somente no ano passado as despesas com os servidores do Paraná aumentou em 73%. Enquanto que com os inativos, 87%. Neste período, o orçamento apresentou um crescimento de 44%.
O secretário da Administração, Reinhold Stephanes Junior, aposta tudo na medida de contenção. O fundo é uma fórmula madura que encontramos para reduzir os gastos, entende. (L.D)





