Fundo contra a pobreza pressiona contas públicas
O Fundo de Combate à Pobreza, que está sendo discutido no Congresso, por sugestão do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) deverá pressionar o resultado primário do governo – a diferença entre receitas e despesas, exceto os gastos com juros – a partir do segundo semestre de 2002, quando passar a ser financiado com os juros recebidos sobre a aplicação de recursos das privatizações no mercado financeiro. Foi o que explicou ontem o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo. Ele disse que a fórmula encontrada para tratar as receitas com privatização proporcionará uma economia menor nas despesas com juros sobre a dívida pública do que aquela que seria obtida se o dinheiro fosse usado imediatamente para o abatimento da dívida, tal como ocorre até agora.

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