Para o fundador do PT em Londrina e participante da criação do partido no País, Osvaldo Lima, o melhor seria que André Vargas renunciasse o mais rápido possível ao mandato. "Do jeito que está, a situação dá margem a muita especulação e a dúvidas por parte dos eleitores. Se ele pensar no partido, ele renuncia", argumenta Lima, que foi o primeiro candidato a prefeito pelo PT na cidade, em 1982, e já exerceu vários cargos no diretório municipal, entre eles o de tesoureiro. Ele observa que Vargas entrou no partido em um outro momento, quando as ações já haviam se distanciado do trabalho de base e do envolvimento com os movimentos populares. "O partido já havia perdido um pouco esta identidade. E o André sempre foi aquele que articula muito bem, tem bons contatos, organiza bem a sua base."
Lima reforça, porém, que independentemente do tipo de atuação de Vargas no PT, a legenda não pode sofrer as consequências dos seus possíveis erros. "Na vida, em qualquer situação, quando cometemos erros temos que pagar por eles. Dentro do partido é a mesma coisa. O direito constitucional da defesa deve ser respeitado, obviamente, mas se o erro for comprovado, é preciso existir sim uma punição severa." Na última terça-feira, a cúpula do PT, comandada pelo presidente Rui Falcão, avisou o deputado licenciado que deverá expulsá-lo, caso continue insistindo em não renunciar ao mandato.

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