Curitiba A Fundação Universidade Eletrônica do Paraná rebateu ontem as acusações do governo do Estado de que a entidade teria se apropriado indevidamente de equipamentos avaliados em R$ 6 milhões, que seriam de propriedade do Centro de Excelência em Tecnologia Educacional do Paraná (Cetepar). De acordo com a agência de notícias do governo, os equipamentos teriam sido retirados no dia 31 de dezembro, e a Secretaria da Educação estaria empenhada em recuperar o material, notificando inclusive o Ministério Público para cuidar do assunto.
Segundo o secretário-executivo da Universidade Eletrônica, Dagoberto Drechsel, a entidade não se apoderou dos equipamentos, utilizados para o ensino a distância na formação de professores. ''As teleconferências são realizadas em uma parceria entre a Universidade Eletrônica e os municípios. No caso de Curitiba, era obrigação contratual da prefeitura fornecer o espaço para a administração das aulas. Foi decisão da prefeitura transferir o espaço do Cetepar, que cedia duas salas, para a sede da secretaria municipal de Educação, no centro da cidade'', afirmou Drechsel.
O secretário-executivo justificou a data da retirada dos equipamentos alegando a dificuldade em remontar a estrutura de teleconferência. ''No dia 27 de janeiro estaremos iniciando um novo ciclo no curso, e é necessário tempo para que toda a estrutura de telecomunicação seja montada'', afirmou.
Segundo o novo diretor da Cetepar, Carlos Alberto de Carvalho, os convênios com a Universidade Eletrônica serão revistos, juntamente com os convênios celebrados com a Universidade do Professor e a Paranátec, entidades privadas que administravam parte das atividades da Secretaria da Educação. ''Não podemos afirmar que os convênios serão extintos, mas eles serão analisados para checarmos a real necessidade dessas entidades gerenciarem assuntos do Estado'', afirmou Carvalho.

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