Curitiba - A Fundação Copel, que admistra os recursos previdenciários dos funcionários da Copel, tem R$ 150,6 milhões bloqueados no Banco Santos, que sofreu intervenção do Banco Central no último dia 12. Conforme comunicado distribuído pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao mercado, quatro fundos previdenciários de órgãos públicos do estado do Paraná como Fundação Itaipu, Fundação Copel, Fundação Assistencial e Previdenciária da Emater (Fapa) e Fundação Sanepar aplicaram um total de R$ 253,9 milhões junto ao Banco Santos.
O analista de mercado Mohamed Talah Júnior, da corretora Century Administração de Negócios, disse ontem que as instituições que aplicaram recursos no banco sob intervenção terão prejuízos. A extensão das perdas vai depender de análise que está sendo feita pelo Banco Central e pela CVM. A informação do próprio Banco Santos é que 20% das aplicações feitas na carteira de aplicação foi feita em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) do próprio banco, o que significa prejuízo.
A Fundação Copel que administra recursos previdenciários de aproximadamente 12 mil pessoas, entre funcionários e aposentados da Copel tem um patrimônio de aproximadamente R$ 3 bilhões, conforme comunicado feito pelo presidente da entidade Murilo Batista Júnior ao mercado. A Folha tentou contato com Batisa Júnior, mas não foi atendida.
A fundação dos funcionários da Emater também aplicou R$ 18,5 milhões num fundo exclusivo admistrado pelo Banco Santos. O presidente da entidade, Helio de Almeida Machado, disse ontem que foi informado que a instituição poderá trocar de gestor. Mais isso vai depender de autorização da CVM. A Fapa admistra o patrimônio de 1.268 pessoas, entre funcionários e aposentados, que soma um total de R$ 102 milhões.
A Fundação Sanepar, que controla recursos previdenciários de 6 mil funcionários, tem R$ 58 milhões aplicados na Santos Asset Management, uma empresa do Banco Santos, mas os recursos estão custodiados no Banco Itaú. A Fundação Itaipu tem um total aplicado de R$ 16,8 milhões.
Na Assembléia Legislativa, as aplicações dos fundos previdenciários de órgãos públicos no Banco Santos, uma instituição pequena com poucos funcionários pouco mais de 300 em todo o País continua repercutindo. O deputado Tadeu Veneri (PT) reclamou da falta de informações por parte da diretoria da Fundação Copel, que não se manifestou até agora.
Veneri encaminhou pedidos de esclarecimentos sobre a recusa da diretoria da Fundação Copel, que não atendeu pedido feito pelo comitê de investimentos do órgão, que recomendou a retirada dos depósitos feitos desde o dia 20 de abril deste ano. O comitê de investimentos da entidade é constituído por funcionários da Copel.

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