Curitiba - Durante reunião extraordinária, realizada ontem, o conselho deliberativo da Fundação Copel aprovou e empossou os nomes indicados para a nova diretoria da fundação. A posse da nova diretoria encerrou uma crise política deflagrada desde que o governador Roberto Requião (PMDB) foi informado que a entidade, que administra o fundo de pensão dos funcionários da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estava comprando debêntures de concessionárias de pedágio.
Conforme a Folha antecipou, o engenheiro eletrecista Murilo Batista Júnior, 47 anos, assumiu o cargo de presidente da entidade. Para o cargo de diretor financeiro foi aprovado o nome do contador Elzio Batista Machado e na diretoria administrativa e de seguridade assumiu o também contador Celso Luiz Andretta. Os três diretores são funcionários de carreira da Copel.
A nova diretoria da Fundação Copel assumiu a comando da entidade uma semana após o governador ter pedido a exoneração do comando anterior. O então diretor-presidente da Fundação Copel, Othon Mader Ribas, e os ex-diretores de finanças, Paulo Henrique de Almeida, e de administração e seguridade, Pantaleão Muniz da Silva, assumiram a compra de debêntures das concessionárias Econorte, do norte do Paraná, e Ecosul, do Rio Grande do Sul.
Eles se defenderam, alegando que a compra de títulos foi técnica e que foi feita no mercado secundário, recomendada por analistas. Mesmo assim, não se sustentaram nos cargos. O governador não aceitou a defesa apresentada e pressionou pela substituição da diretoria, que só pode ser efetivada mediante convocação extraordinária do conselho deliberativo, o que foi feito.
A Fundação Copel também administra o fundo de previdência dos empregados do Lactec, Escoelectric e Compagás, que envolve um patrimônio de R$ 2,5 bilhões. Os novos diretores assumem um mandato-tampão até maio de 2004, quando se encerra o mandato da antiga diretoria.

mockup