O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) protocolou ontem à tarde requerimento na 4ª Vara Cível da Comarca pedindo o bloqueio das contas da prefeitura. A entidade quer prioridade do dinheiro depositado no Banestado e no Banco do Brasil para o pagamento de R$ 2,4 milhões referentes à segunda parcela do 13º.
O documento foi protocolado na jurisdição do juiz Marcelo Gobbo Dalla Déa, que no dia 13 de dezembro bloqueou as contas da prefeitura e permitiu o pagamento dos salários de novembro no dia 20 de dezembro. Apesar do Sismufi também ter solicitado a retenção de dinheiro para o 13º, Dalla Déa negou o pedido porque o abono salarial não havia vencido.
Mas como a gratificação venceu no dia 20, a entidade resolveu dar sequência ao processo inicial, disse a diretora do Sismufi, Cacilda Tavares. ‘‘Anexamos o estatuto do servidor ao processo, comprovando que o 13º salário já deveria ter sido pago’’, afirmou a sindicalista.
Ela contou ainda que o requerimento entregue à Justiça possui a cópia de uma matéria na qual o prefeito Harry Daijó (PPB) considerou o bloqueio benéfico ao funcionalismo, pois teria ajudado a ‘‘segurar o dinheiro’’. O sindicato tentou negociar com a prefeitura, mas não obteve resultados. Houve várias reuniões entre o Sismufi e representantes do município, mas as discussões não foram conclusivas.
A Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), em Rosário do Ivaí (145 km ao sul de Apucarana) também ingressou na Justiça pedindo o bloqueio das contas da prefeitura. Eles querem receber o 13º e o mês de dezembro, além do dinheiro referente ao rateio das sobras do Fundef. A medida cautelar, com pedido de liminar, deu entrada sexta-feira no Fórum da Comarca de Grandes Rios. A ação não deve ser julgada nesta semana pela juíza titular Marília Mitie Yoshida. ‘‘Esta e outras pendências devem ser de responsabilidade de um juiz substituto, que assume na próxima semana’’, explicou o funcionário do cartório, que não quis se identificar.
A ação é subscrita por 30 dos 53 professores públicos municipais de Rosário do Ivaí, que acusam o prefeito Arildo Simões de usar de forma irregular os recursos do Fundef. Simões, que tentou a reeleição e perdeu, não foi encontrado ontem na Prefeitura de Rosário do Ivaí. A situação dos servidores em geral também é delicada. A maioria dos 156 efetivos estão sem receber os salários de setembro, outubro e novembro, além do 13º.

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