Funcionários terceirizados de Lapa ficam sem salários
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terça-feira, 20 de maio de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe Folha 
Curitiba - Pelo menos 240 funcionários da empresa Kualitter Serviços de Manutenção Ltda., com sede na Lapa, estão sem receber desde dezembro de 2007. A empresa fechou depois que a prefeitura da cidade rescindiu um contrato de prestação de serviços. ''Estávamos tendo problemas com o atraso no pagamento dos funcionários alocados na prefeitura'', explicou o chefe de gabinete do prefeito, David Antônio Baggio.
Desde 2003 a Kualitter detinha um contrato com a Prefeitura da Lapa para ceder funcionários. ''Esse contrato visava atender as demandas dos cargos que foram extintos na prefeitura'', explicou Baggio. Mas desde o segundo semestre de 2007 os funcionários passaram a receber com atraso. Segundo o chefe de gabinete, a empresa alegava que a prefeitura estava atrasando os repasses. ''Mas todas as parcelas do contrato foram pagas em dia'', disse.
Segundo a procuradora do município, Nina Rosa de Lima, em alguns casos o pagamento ficou detido por que a empresa não apresentou as certidões negativas. ''Mas foram atrasos pequenos'', afirmou. ''Em duas ocasiões a prefeitura fez o pagamento mesmo sem a apresentação dos documentos para evitar mais danos aos funcionários'', informou. Nesses casos a procuradoria do município deu parecer favorável ao pagamento.
Os funcionários da Kualitter, que estão com salários e 13º salário atrasados, foram orientados pela prefeitura a entrar com uma ação na Justiça. ''Também estamos acionando a empresa na Justiça, inclusive criminalmente, para resgardar a prefeitura'', adiantou Nina. A prefeitura trabalha para resgatar um seguro-caução apresentado pela empresa na época da assinatura do contrato.
O chefe de gabinete revelou que a prefeitura da Lapa pode ser obrigada a cobrir os valores devidos pela Kualitter aos funcionários, o que irá aumentar o prejuízo causado pela empresa. ''Desde a rescisão fizemos um contrato temporário com outra empresa e já disponibilizamos um novo edital para regularizar a situação'', disse. A empresa que vencer a nova licitação irá assinar um contrato com valor mensal máximo de R$ 300 mil.


