Funcionários protestam contra atraso de salários
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sábado, 09 de dezembro de 2000
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
Os servidores da Prefeitura de Foz do Iguaçu protestaram ontem contra o atraso no pagamento do salário de novembro e da primeira parcela do décimo terceiro. Dos 4,7 mil servidores, somente os ligados à educação, em torno de um mil, receberam graças aos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), enviados pelo governo federal.
Durante o protesto, realizado em frente à sede da administração, cerca de 100 pessoas recusaram a proposta feita pelo prefeito Harry Daijó (PPB) de parcelar os salários em duas vezes: no dia 15 seriam depositados R$ 300 na conta de cada funcionário. O restante sairia no dia 20. Quanto ao 13º, não há uma data definida, porém o pepebista garante que o pagamento será feito no decorrer deste mês.
Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) não acreditam que o prefeito cumpra a promessa em virtude dos atrasos ocorridos nos últimos meses da gestão. Daijó alega falta de verbas e enquadramento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Depois de tantos atrasos, não dá para confiar na assinatura do prefeito, afirma Cacilda Tavares, diretora da entidade.
Para garantir o pagamento, a categoria usou a mesma estratégia adotada em outubro. O Sismufi ingressou anteontem na Justiça com um mandado de segurança pedindo o bloqueio das verbas da prefeitura, decretando exclusividade aos salários. A resposta ao recurso deve ser anunciada na segunda-feira.
Se o pagamento não for feito na terça-feira, os funcionários prometem entrar em greve por tempo indeterminado. A arrecadação prevista neste mês é de R$ 10,5 milhões, inferior ao valor de R$ 7,2 milhões da folha de novembro e do décimo terceiro, sustenta Cacilda Tavares.


