Curitiba - Os três funcionários da Copel que foram presos na terça-feira se eximiram de qualquer culpa nas supostas irregularidades com a Olvepar. Até ontem a noite, eles eram os únicos que foram localizados pela polícia. O contador César Antônio Bordin, ex-gerente da Coordenadoria de Gestão Contábil da Copel; o economista André Grocheveski Neto, ex-gerente da Coordenadoria de Gestão Financeira; e o advogado Sérgio Luís Molinari, ex-assessor jurídico da presidência da Copel estão detidos no Centro de Triagem de Curitiba.
Grocheveski é o funcionário da Copel que aparece nas imagens do circuito interno do Banco do Brasil, ao lado do doleiro Alberto Youssef e do representante da Olvepar, Antônio Carlos Fioravante Pierruccini. Segundo declarações de Grocheveski à televisão e a jornais, ele recebeu ordens da direção da estatal para acompanhar Pierruccini no banco.
Ele também confirmou a versão obtida pela reportagem há alguns dias, de que os funcionários da Copel não haviam reconhecido o doleiro Youssef. Ele estava com Pierruccini em reuniões na sede da estatal nos dias 6 e 13 de dezembro do ano passado.
Após os encontros, foram até uma agência do Banco do Brasil, para realizar os depósitos de duas parcelas do pagamento de R$ 39,6 milhões. No dia 13, um funcionário do banco reconheceu Youssef, e o caso chegou à direção da Copel. O último pagamento, feito no dia 20, foi feito mesmo assim, por ordens de superiores, alegou Grocheveski. (R.F.)

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