Funcionários do Grupo Tâmara e Principal estavam ontem indignados com a situação da empresa. Eles não receberam o pagamento do mês de março e teriam sido avisados pelo empresário José Luiz Sander de que os salários seriam reduzidos.
‘‘De R$ 308,00 o meu salário baixou para R$ 250,00’’, reclamou à Folha, o leiturista Reginaldo Adão Alves. Casado e pai de dois filhos, Alves disse que está preocupado com a perspectiva de ficar sem salário.
O monitor Rafael Junior Lanza disse que os funcionários estão revoltados porque além do atraso, os salários foram reduzidos na média R$ 50. Ele contou que do salário de R$ 385,00 deve receber apenas R$ 312. ‘‘O problema que estamos sem saber o que vai acontecer com o nosso trabalho e salários’’, lamentou Lanza.
Dos 3,2 mil funcionários do grupo, uma parte presta serviços para estatais como a Sanepar. São empregados que fazem a leitura dos hidrômetros desde quando a Sanepar terceirizou o serviço há pouco mais de um ano. A revolta pelo atraso nos salários obrigou a empresa a descaracterizar os veículos. O sócio da Principal Vigilância, Henrique Cesar Galli, de Londrina, disse que retirou as logomarcas da empresa para evitar depredação dos carros e garantir a segurança dos motoristas.
Representantes dos sindicatos patronal e dos empregados se reúnem hoje em Curitiba para tentar um acordo com os clientes do grupo – em sua maioria bancos. O objetivo é garantir o pagamento dos dias trabalhados de abril, além do emprego dos vigilantes. A proposta do sindicato dos trabalhadores é que os bancos contratem novas empresas, mas com acondição de manter os funcionários do Grupo Tâmara e da Principal. (M.M.)

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