Se por um lado alguns vêem na estadualização a chance de expansão da empresa e de novas contratações, por outro, boa parte dos funcionários da Sercomtel está apreensiva ante a possibilidade de demissões que possa ser gerada com a troca de comando acionário. A afirmação é do diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações (Sinttel), João Henrique Schmidt, para quem ainda ''falta muita informação'' à categoria.
Segundo Schmidt, o corpo de funcionários está dividido com a meta de estadualização da telefônica. ''Alguns deles até entendem ser viável essa possibilidade - mas outros pensam: é bom, mas até quando?'', citou. Para o diretor do Sinttel, os servidores ''teriam que ter sido chamados a entrar mais na discussão para analisar um posicionamento''. ''Pela situação da empresa, pode até ser que haja algo de positivo nisso tudo, apesar de que Londrina perderia a única telefônica pública do País. Isso a gente prezava muito'', lamenta.
Agora, Schmidt espera que, caso de fato os dois acionistas confirmem se haverá a troca de comando acionário, os funcionários da Sercomtel sejam informados ''que não pela imprensa, ou entre os próprios colaboradores''. ''Creio que precisaria ser exposto o que acontecerá com eles, pois não sabe se seriam aproveitados. Pelo menos a garantia de trabalho por um, dois, cinco anos gostaríamos que fosse dada'', definiu.
O presidente da Sercomtel, Gabriel Campos, afirmou que o estudo encomendado pela Copel será não apenas disponibilizado na intranet da empresa, como discutido em reuniões. ''Será uma discussão não apenas com o corpo de funcionários, mas com a Câmara e, acredito, possivelmente com a sociedade civil, em audiência pública'', declarou. (J.G.)

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