Brasília - Os funcionários do Ministério Público da União e do Judiciário Federal iniciam hoje uma paralisação de 48 horas em todo o Brasil com o objetivo de pressionar o governo a colocar na pauta do Congresso os projetos em tramitação que revisam os planos de cargos e salários da categoria.
Se o governo não atender à reivindicação da categoria, o sindicato diz que vai iniciar greve geral por tempo indeterminado no próximo dia 6. Amanhã os sindicatos realizarão assembléias nos estados para decidir sobre o início da greve geral.
O sindicato pede a votação dos projetos para corrigir distorções salariais da categoria. Com a aprovação, o servidor que tem um salário menor receberá um percentual de reajuste maior, com a possibilidade de igualar o vencimento aos maiores cargos.
Com a aprovação do projeto, a folha de pagamento, que atualmente é de cerca de R$ 8,5 bilhões, teria um custo de mais R$ 3 bilhões.
No último dia 4, os servidores realizaram uma paralisação de 24 horas em todo o Brasil, que, segundo o organizadores, teve a adesão de 50% dos 100 mil funcionários da categoria. Para hoje, a expectativa do sindicato é atingir adesão semelhante.
Seis dias depois, houve outra paralisação, somente em Brasília. Na ocasião, membros do sindicato se encontraram com o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), que disse que o projeto poderia entrar em votação assim que a pauta fosse desobstruída, o que ocorreu na semana passada.
Outro ponto que incentivou a paralisação do Judiciário, segundo o sindicato, foi a disposição do Judiciário de cortar R$ 111 milhões do Orçamento deste ano para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal.

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