Funcionários da MM entram em greve hoje
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terça-feira, 14 de maio de 2013
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
Apenas 30% dos coletores de lixo, funcionários da MM Consultoria, Construções e Serviços, devem trabalhar hoje em Londrina. O percentual é o mínimo obrigatório por lei em caso de greve em serviços essenciais à população. A paralisação dos trabalhadores se dá exatamente no dia em que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) promete publicar o edital de licitação para o serviço de coleta domiciliar, que vem sendo feito pela MM sob contratos emergenciais desde 2009. O contrato em vigor vence no dia 26 de junho.
Os trabalhadores aguardavam até ontem à noite uma nova proposta da empresa para evitar a paralisação, porém, não houve avanços desde a última oferta. A MM ofereceu aumento de 6,78% para o salário ante o pedido dos funcionários de rejuste salarial na ordem de 20% sobre o piso praticado hoje, que é de R$ 864,95, e o mesmo índice para o ticket refeição, atualmente em R$ 478,62. ''Da semana passada até agora não houve absolutamente nada, nem uma ligação'', disse Isabel Aparecida de Souza, presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação de Londrina (Siemaco).
Isabel informou que a paralisação por tempo indeterminado tem início às 7 horas da manhã de hoje. O responsável técnico da MM, Raimundo Paiva, que veio da Bahia, onde fica a sede da empresa, para tratar pessoalmente da situação, descartou nova proposta. ''Oferecer algo mais do que já oferecemos é impossível.''
Paiva alegou que reajustes concedidos agora podem pesar num eventual acerto de contas com os funcionários, caso a MM deixe de atuar em Londrina ao final do contrato emergencial, daqui a 45 dias. ''Já no final do ano passado aceitamos reduzir a nossa margem de lucro na renovação emergencial para continuar em Londrina e hoje não temos condições de ampliar o índice, pois vai incidir no acerto de contas se a empresa não vencer a licitação.'' Segundo ele, na última data-base foi concedido ganho real de cerca de 8% aos
trabalhadores.
Paiva disse que a MM pretende participar da licitação a ser aberta pela CMTU, porém, ''precisamos analisar como o salário foi incluído na planilha, pois o valor ainda está sendo discutido''. Ele informou que o salário representa de 20% a 30% do custo operacional.
A CMTU, que coordena todo o sistema de coleta de resíduos em Londrina, afirmou por meio da assessoria de imprensa que existe um plano alternativo para atendimento da população, mas não deu detalhes. A assessoria confirmou que hoje será publicado o edital de licitação para contratar empresa por um ano para a coleta na cidade. A proposta é concluir o processo em até 45 dias. A MM recebe mensalmente da prefeitura cerca de R$ 1,1 milhão.


