Curitiba - Os funcionários da Copel estão dispostos a resgatar a fase em que a Copel era empreendedora. Para isso, querem alterar o Plano de Metas estabelecido para este ano, que não revela ambição por parte da empresa em ampliar sua capacidade de geração de energia. Os empreendimentos que prevêem a geração de energia foram todos terceirizados ou foram concedidos através de outorgas para empresas da iniciativa privada.
A preocupação maior recai sobre o setor de engenharia e projetos, cujo setor ficou esvaziado. Os funcionários alegam que quase não têm previsão de obras no curto e médio prazo. A Copel Geração não está participando das usinas de médio e pequeno porte que estão sendo construídas no Estado, mas poderá ser a compradora da energia.
Os funcionários querem que a Copel participe dos leilões feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como empreendedora, e não delegue essa função para outras empresas que só visam o lucro imediato. O objetivo dessas empresas é o de construir usinas descartáveis para cinco ou 10 anos de operação, alega um funcionário que não quis se identificar.
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