Curitiba A campanha do candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Beto Richa, está recebendo o reforço de centenas de funcionários comissionados da Prefeitura de Curitiba. O custo é praticamente zero: apenas um lanche para reabastecer as forças dos cabos eleitorais durante a jornada. O trabalho é feito aos sábados, portanto, fora do horário de expediente. Consequentemente, a prática não se constitui em crime eleitoral, mas há muitos funcionários descontentes com a convocação.
Embora não exista uma ameaça explícita, a mensagem é a seguinte: se o candidato do governo não ganhar, é bem possível que haja mudança nos quadros públicos.
A participação dos funcionários na campanha durante os sábados começa cedo. Às 8 horas eles se concentram na antiga Construtora Ferro, na Rua Mateus Leme, em Curitiba, de onde partem para o corpo-a-corpo. No último sábado, o destino foi o bairro Pinheirinho. Segundo alguns funcionários, este foi o quinto sábado consecutivo de trabalho.
A assessoria de imprensa da campanha de Beto confirma que conta com a participação de alguns funcionários da prefeitura. Mas, segundo os assessores, trabalham somente aqueles que aceitaram o convite para o serviço voluntário. Já os funcionários contam que o controle de presença é rígido. Os diretores de departamento e secretários, ainda de acordo com os funcionários, vão para a concentração de prancheta nas mãos e conferem a presença de cada um dos comissionados.
Além dos funcionários da prefeitura, Beto Richa tem como cabos eleitorais os comissionados do Estado, que receberam ''convite'' semelhante ao feito aos servidores da prefeitura, só que comandado pelo próprio governador Jaime Lerner (PFL) em encontro realizado no Canal da Música, no mês passado.

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