Antonio de Pádua Pereira Leite, 33 anos, funcionário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba que denunciou casos de nepotismo no tribunal, vai receber proteção da Polícia Federal. Ele disse que está recebendo ameaças de morte.
Pereira Leite procurou anteontem o presidente do Senado e patrono da CPI do Judiciário, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), para pedir garantia de
vida.
ACM, que já estava na Bahia, determinou à sua assessoria que providenciasse proteção a Pereira Leite. A segurança do Senado estudava ontem à tarde como proteger o funcionário até seu retorno à Paraíba, onde ficará sob os cuidados da PF.
Casado e pai de um filho de 7 anos, Pereira Leite disse que teme por sua vida. As ameaças são feitas por meio de telefonemas a seu celular. Pereira Leite começou a denunciar os casos de nepotismo no TRT da Paraíba em 1990.
Ele contou que, em 1989, foi aprovado em concurso público para o tribunal e, como no ano seguinte ainda não havia sido chamado, resolveu investigar os motivos da demora.
Descobriu então que o tribunal mantinha em seus quadros 565 pessoas que tinham parentesco com os juízes. As denúncias de Pereira Leite levaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a intervir no TRT-PB e afastar todos os juízes.
O caso foi citado por ACM no discurso em que defendeu a CPI do Judiciário e deverá ser analisado pela comissão.

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