Curitiba - Policiais do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil interrogaram ontem quatro dos sete acusados de envolvimento em uma fraude ocorrida em 2004 para a alteração contratual do bingo Village Batel, de Curitiba. Um dos ouvidos foi Marcus Antônio Cury, funcionário afastado da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), que segundo a polícia teria recebido propina para facilitar a alteração.
Os acusados foram presos na última quarta-feira. Segundo o Nurce, em 2004 os sócios do bingo teriam procurado Cury e outro funcionário da Jucepar, João Luiz dos Santos, para que tornassem mais rápido o trâmite de um pedido de alteração no endereço da empresa. O requerimento acabou sendo aprovado em menos de três horas, quando o normal é de um a dois dias. Com isso, os donos do Village se beneficiaram de uma liminar judicial e puderam reabrir as porta do bingo. A polícia afirma que Cury e Santos teriam recebido R$ 10 mil para facilitar o processo.
O advogado Osmann de Oliveira, que representa Cury, afirma que o funcionário público nega totalmente as acusações. Segundo Oliveira, Cury declarou em seu depoimento que jamais facilitou qualquer alteração contratual e atribuiu as denúncias a outros servidores da Jucepar que queriam prejudicá-lo. Além disso, afirmou que trabalhava no órgão havia 28 anos e não tinha motivos para manchar sua carreira. De acordo com o advogado, Cury está afastado da Jucepar, mas continua sendo funcionário do Estado.
Todos os acusados tiveram prisão temporária decretada por cinco dias. Os advogados tentam fazer com que eles deixem a prisão antes deste prazo, uma vez que já prestaram depoimentos.

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