Curitiba - As câmeras do circuito de segurança da 11 Vara Criminal impediram o roubo de um processo e resultaram na prisão de duas pessoas. Segundo a Promotoria de Inquéritos Policiais, Ayrton Ferreira Précoma teria pago R$ 10 mil para que o funcionário do Tribunal de Justiça (TJ), Marcus Vinícius de Mello, retirasse os documentos da 11 Vara Criminal. Précoma, que já havia sido preso por tentativa de homicídio em 1993 está preso no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Mello está detido na Delegacia de Delitos de Trânsito.
Curiosamente, Précoma figura como vítima e não como réu no processo roubado no dia 3 de outubro. O plano de Précoma era fazer com que o desaparecimento dos autos fosse atribuído aos réus do processo, que respondem à acusação de estelionato.
Apesar de não estar trabalhando na 11 Vara Criminal, Mello teve acesso fácil ao processo por já ter servido na repartição. Confrontado com as imagens do circuito de segurança, o funcionário do TJ admitiu que havia sido contratado por Précoma. O processo foi localizado posteriormente na casa de um parente de Précoma, em São José dos Pinhais.
Além da tentativa de homicídio em 1993, a ficha policial de Précoma registra também uma acusação por tráfico de drogas em 1988 e uma por calúnia em 1993. Depois disso, as únicas relações do acusado com o Judiciário foram com a Justiça Eleitoral: Précoma foi candidato a deputado estadual em 1998, obtendo a 11 maior votação no município de São José dos Pinhais. A Folha buscou contato com a defesa dos dois acusados, mas foi informada que eles ainda não constituíram advogados para o caso.

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