Curitiba - O motorista Edson Luiz Heiddeman, funcionário da campanha de Louvanir Menegusso (DEM) à Prefeitura de Campo Magro, foi violentamente agredido na última terça-feira (23) na PR 090, próximo ao Jardim Pioneiro. Segundo informações da esposa da vítima, Marice Portugal Werneck, os agressores eram dois candidatos a vereador do município.
De acordo com Marice - que estava com o marido no momento da ocorrência -, a agressão teria ocorrido após Edson tentar registrar uma propaganda eleitoral irregular que estaria sendo realizada pelos candidatos ligados ao candidato à reeleição na Prefeitura, Rilton Boza (PMDB). ''O Edson passava em frente a um posto de saúde quando percebeu que os candidatos estavam realizando o transporte de pessoas que iriam usar o serviço de sa© úde com o carro da campanha, o que é ilegal. Ele pegou uma máquina fotográfica e tentou registrar o fato'', conta Marice. Heiddeman não concedeu entrevista devido os ferimentos na boca.
Segundo ela, as pessoas perceberam que eram fotografadas e passaram a perseguir Edson de carro, que teve que sair da estrada para não ser atropelado. Depois disso Edson teria conseguido fugir entrando na mata, mas foi perseguido pelos candidatos. Marice conta que os agressores o alcançaram e começaram a desferir vários chutes na cabeça. Pessoas que passavam no local chamaram a polícia. Os agressores fugiram levando a câmera fotográfica que teria sido utilizada para registrar as supostas irregularidades. Edson foi encaminhado ao Hospital Evangélico em Curitiba, de onde teve alta na mesma noite.
De acordo com o coordenador da campanha de Boza, Rafael Augusto Pereira, a agressão teria sido mutúa. Ele declarou que trata-se de uma fato isolado e que não pode ser considerado como espelho das campanhas. ''É um fato lamentável e culpa dos dois lados'', diz. Quanto a campanha irregular, Rafael diz que são realizadas reuniões de orientação com todos os candidatos e funcionários da campanha, nas quais são fornecidas todas as explicações e orientações para impedir ações irregulares. No entanto, ele admite que é difícil exercer um controle absoluto. ''A campanha orienta, mas é dificil garantir que entre 53 candidatos, isso não ocorra'', afirmou.
De acordo com o delegado substituto da Delegacia de Campo Magro, César Marcante, que investiga o caso, os agressores já foram identificados e devem ter a prisão preventiva decretada. Os nomes não foram divulgados, segundo o delegado, para não prejudicar as investigações. Marcante não descarta a possibilidade de crime político, mas diz que inicialmente o caso está sendo tratado como um evento de agressão e roubo.

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