Em depoimento que prestou na última quinta-feira à Polícia Federal sobre o eventual vazamento de informações por parte de funcionários do BC ao mercado, a chefe da Procuradoria Jurídica do Banco Central responsável por assuntos da Área Internacional e Dívida Ativa, Fátima Regina Máximo Martins, disse que, ao chegar ao BC, no dia 15 de janeiro deste ano, para uma reunião na sala da Diretoria de Política Monetária do BC para tratar das operações de socorro aos bancos Marka e FonteCindam, encontrou no local o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que estava observando telas de alguns terminais de microcomputadores.
Ela disse ainda que, na mesma sala se encontravam, além de Malan, o então presidente do BC, Francisco Lopes; o então diretor da Área Externa, Demosthenes Madureira de Pinho Neto; o subprocurador Francisco Siqueira; o consultor jurídico do BC, Manoel Loiola, e, também, o então secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier. Ela disse que não ouviu nenhuma palavra de Malan. Disse, também, que permaneceu na sala por 15 minutos e, nesse período, não ouviu nem Malan nem Bier dirigirem a palavra a nenhuma pessoa. Ainda segundo ela, Lopes permaneceu no local todo o tempo, enquanto Malan e Bier ficaram apenas dois ou três minutos após a entrada dela.

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